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Blog dedicado a divulgar as ações desenvolvidas pela SMAPP do Olho D`água do Borges

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Aprenda a fazer manteiga de garrafa em casa

A manteiga de garrafa é um tipo de manteiga artesanal bastante consumida no Nordeste. Em diferentes regiões é conhecida como manteiga de gado ou da terra. Em temperatura ambiente, se mantém em estado líquido, sendo comercializada em garrafas. A Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa) desenvolveu um método simplificado de fabricação caseira da manteiga, aproveitando o resto do soro que se obtém após a produção do queijo coalho nas propriedades.
Para a engenheira agrônoma Glória Lemos, o soro, que muitas vezes é descartado, produzindo mal cheiro e atraindo moscas para o local, pode ser coletado e aproveitado na fabricação da manteiga de garrafa, gerando mais uma fonte de renda para o produtor rural.
A engenheira agrônoma explica que para fazer a manteiga de garrafa utilizando a técnica desenvolvida pela Emepa, o primeiro passo é armazenar o soro em um local limpo, arejado e livre de insetos. “No entanto, não é necessário colocá-lo em refrigerador”, detalha. A partir daí, o produtor deve recolher diariamente a nata formada no soro, depositá-la em outro recipiente - de plástico ou inox - e adicionar o sal à nata a cada coleta realizada.
“Este processo pode ser feito de cinco a seis dias, até se obter nata suficiente para a elaboração da manteiga de garrafa”, explica Glória, lembrando que a cada acréscimo é preciso bater um pouco a nata para uniformizá-la.
Gloria Lemos diz que para para produzir um litro de manteiga de garrafa se utiliza a quantidade de dois quilos de nata obtida a partir do soro do queijo coalho. Ela destaca ainda que o controle higiênico-sanitário deve acontecer em toda a cadeia, desde a produção da manteiga até a comercialização do produto engarrafado. Esta técnica foi desenvolvida pela pesquisadora Maria Dalva Bezerra, da Estação Experimental Pendência, da Emepa, em Soledade, na Paraíba.

da redação do Nordeste Rural

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Limpeza de açudes

Muitas são as causas de mortalidades dos peixes; entenda o problema

Por João Mathias
fazenda_sustentavel_peixe (Foto: Acervo/Ed. Globo)

Sem sinais de ataque, certo dia amanheceram mortas 10 tilápias adultas de cerca de 2 quilos, entre carpas-capim, traíras e outros peixes que crio em um mesmo tanque, dos vários pequenos açudes que existem em minha propriedade rural. Qual será o problema?

Rafael Costa
Gravataí, RS


Muitas são as causas de mortalidades dos peixes, como pouca renovação da água, população em excesso no ambiente, lodo ou matéria orgânica acumulada no fundo do tanque, pouco oxigênio dissolvido na água, excesso de gases nocivos, falta de alimentação, doenças, estresse, diminuição do sistema imunológico, entre outros. Aproveite os vários pequenos açudes na propriedade para transferir os peixes que sobraram. Em seguida, esvazie o lago, remova o lodo, paus, pedras, tocos, carcaças de peixes mortos, folhas e galhos. Mantenha-o vazio secando ao sol por uma semana. Depois, encha-o e coloque os peixes de volta em uma quantidade adequada, de acordo com a taxa de renovação de água. Faça isso também nos demais açudes para evitar futuros problemas.

Ovelhas intoxicadas

Água não tratada se inclui entre os motivos que podem levar os ovinos a se sentirem mal

Por João Mathias 



Ao apresentarem diarreia, cegueira e espuma na boca, as ovelhas da minha criação começaram a morrer. Após tratamento com remédios, elas registraram uma pequena melhora, mas logo voltaram a adoecer, inclusive, transmitindo os sintomas para os filhotes.
Josenildo Cipriano do Nascimento Sanharó, PE

Ovelhas com intoxicação alimentar apresentam sintomas similares. Por isso, a sugestão é de, inicialmente, investigar a fonte de volumoso (capim), de concentrado (ração) e de sal mineral. É provável que, pelo menos, um desses alimentos esteja com algum problema. Água não tratada também se inclui entre os motivos que podem levar os ovinos a se sentirem mal. Institua métodos de limpeza e controle de bactérias nos locais que servem de fonte para o líquido, como caixa d’água e bebedouros. Em casos graves, a intoxicação alimentar pode ser causa de morte do animal. Inicia-se com diarreia, evolui para sintomas neurológicos diversos e chega ao óbito. Procure por um médico veterinário especialista em pequenos ruminantes na região, para que o profissional solicite exames laboratoriais em todas as fontes de alimentação dos rebanhos da vizinhança. A análise clínica do rebanho associada ao de laboratório proporcionará um diagnóstico que permitirá realizar o melhor tratamento para a criação.

Crias de caprinos podem ser alimentadas com colostro artificial

Ao nascer, os caprinos e ovinos não têm anticorpos no sangue. A imunidade depende da disponibilidade do colostro, secreção que se acumula na glândula mamária ou úbere das femeas, nas últimas semanas de gestação. De cor branco-amarelada, rica em proteínas, anticorpos, minerais e vitaminas, o colostro possui efeitos nutritivos, antitóxico e laxativo. Apresenta uma gordura que é bem absorvida, sendo importante fonte de energia, exercendo papel fundamental na saúde e bom desenvolvimento das crias.
No entanto, existem situações em que o produtor é levado a alimentar artificialmente as crias usando o colostro artificial: quando a mãe morre e não tem outro animal para se obter o colostro; em caso de doenças que podem ser transmitidas pela ingestão do leite; partos múltiplos e quando o colostro é insuficiente.
Para a médica-veterinária Maria Dalva Bezerra de Alcântara, da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), o colostro artificial pode substituir perfeitamente o colostro natural. É feito pelo produtor com o  leite de  cabra ou de vaca “in natura” e ovo de galinha. Deve ser oferecido às crias em mamadeiras e pode ainda ser armazenado em congelador por um período de até 30 dias.
Para fazer o colostro artificial são necessários 700 mililitros de leite de vaca e um ovo sem casca, que deverão ser batidos bem no liquidificador. Em seguida, deve-se colocar o produto na mamadeira e oferecer às crias. “É importante que esse colostro seja dado às crias a partir das primeiras horas do nascimento, de três a quatro vezes por dia, em uma quntidade de 100 a 150 mls, durante 2 a 3 dias”, destaca Dalva. Ela lembrar, no entanto, que só se deve interferir na alimentação das crias se houver necessidade.

da redação do Nordeste Rural

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Embrapa divulga vídeo mostrando como fazer adubo orgânico 100% vegetal

Produto é isento de contaminação biológica e tem custo inferior aos encontrados no mercado

Nátia Élen Auras
Foto: Nátia Élen Auras / Embrapa
Técnica não exige alto investimento em infraestrutura

Os adubos orgânicos, em sua maioria, utilizam esterco bovino e cama de aviário que, além de difícil obtenção e custo elevado, podem apresentar problemas de contaminação química e biológica. Mas a Embrapa Agrobiologia, de Seropédica no Rio de Janeiro, desenvolveu uma tecnologia para produção de adubos e substratos orgânicos de origem 100% vegetal.
– O composto pode ser produzido tanto em grande escala como na pequena propriedade rural, já que utiliza um processo simples, que não necessita de grandes investimentos em infraestrutura – explica o pesquisador da Embrapa Marco Antônio Leal, que desenvolveu a tecnologia.
Segundo o pesquisador, os fertilizantes orgânicos e substratos obtidos a partir deste processo apresentam qualidade superior aos similares encontrados no mercado e podem ser utilizados também na agricultura orgânica.
– Esses produtos são isentos de contaminação biológica, não utilizam adubos minerais e o seu custo pode ser muito inferior – relata Leal.
Compostagem
A compostagem é um processo natural onde os resíduos da propriedade passam por uma transformação biológica e tornam-se fertilizantes orgânicos ou húmus. Neste processo biológico há uma decomposição da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal. O resultado final da compostagem é o composto orgânico, que pode ser aplicado ao solo para melhorar suas características, sem ocasionar riscos ao meio ambiente.
Os principais benefícios da compostagem são: estímulo ao desenvolvimento das raízes das plantas, que se tornam mais capazes de absorver água e nutrientes do solo; aumento da capacidade de infiltração de água, reduzindo a erosão; mantém estáveis a temperatura e os níveis de acidez do solo (pH);dificulta ou impede a germinação de sementes de plantas invasoras (daninhas); ativa a vida do solo, favorecendo a reprodução de microrganismos benéficos às culturas agrícolas.
Para divulgar a tecnologia, a Embrapa Agrobiologia produziu um vídeo didático, em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e Pesagro-Rio. O vídeo tem duração de 15 minutos e mostra a produção passo a passo.

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=pdvHiZvzCbE 

Copa do Mundo deve aumentar consumo de carne suína em 2014

Demanda pode manter preços firmes este ano, informa Cepea


Sirli Freitas
Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS
 
Oferta restrita, com baixa oferta de animais vivos, deve garantir preços maiores neste início de 2014
A expectativa para o setor de suínos em 2014 é positiva. Os grandes eventos que o Brasil sediará este ano, como a Copa do Mundo, e a consequente vinda de turistas devem aumentar o consumo de carne suína, é o que afirma o presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira Júnior.

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– Isso ocorrerá principalmente porque nós vamos receber muitos europeus no Brasil, em função da Copa do Mundo, e já que o principal consumidor de carne suína é o europeu, nós teremos um mercado interno atraente para os próximos seis meses – afirmou.
De acordo com ele, a oferta segue restrita, com uma baixa oferta de animais vivos, o que deve garantir preços maiores neste início de 2014.
Agentes do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) também esperam que 2014 seja positivo para a suinocultura, com cotações firmes. Do lado da oferta, o cenário deve permanecer estável, contribuindo para sustentar as cotações, informou o Cepea.
Relação de troca
Conforme o presidente da APCS, a relação de troca entre o farelo de soja e o suíno resultou na perda de 17,63% para o suinocultor. Já em relação ao milho, os criadores tiveram um ganho de 32,54%. No entanto, o custo de produção tem uma tendência de alta em 2014, em função dos valores dos grãos, principalmente milho e soja.

O especialista fez um alerta para que os criadores fiquem “de olho” na questão do milho. Ele aconselhou os pecuaristas a estocarem o mais rápido possível em função do fluxo de caixa, já que o suinocultor está um pouco capitalizado. Ferreira Júnior acredita que já nos próximos 20 dias, os criadores devam comprar milho para estocagem. 

– Os estoques reduzidos, em termos de ofertas de animais, dão fôlego de estabilidade para o mercado, principalmente neste início de ano – relatou.

Mercado externo
Quanto às exportações, o clima também é de otimismo.  Segundo o Cepea, esse cenário se deve à consolidação do relacionamento entre Brasil e Japão e o aumento dos embarques para outros mercados.

Para o presidente da APCS, a expectativa de exportação é muito boa, principalmente no segundo semestre do ano, quando o setor prevê embarcar de 700 a 750 toneladas.

– Continuaremos a abrir novos mercados, com tendência de aumentarmos o volume de exportação – declarou.

Médio e longo prazos
Todo esse cenário positivo à suinocultura deve, no entanto, ser observado de forma criteriosa a médio e longo prazos. Isso porque, historicamente, períodos de bons resultados são seguidos de fortes investimentos, que, por sua vez, podem deixar a oferta superior à demanda e ocasionar, consequentemente, queda de preços, alertou o Cepea.

Balanço de 2013
Ferreira Júnior fez um balanço do ano de 2013. Segundo ele, o ano passado foi de recuperação dos preços da carne suína. O setor fechou o ano com o preço em torno de R$ 80,00 a arroba, o equivale a R$ 4,27 o quilo vivo. O especialista destacou que a procura foi boa no final do ano.

Brasil vai colher mais cana-de-açuar na safra 2013/2014

O aumento previsto é de 12% em ralação a última safra. Segundo relatórios dos técnicos sobre a safra 2013/2014 de cana-de-açúcar produzida no Brasil deve chegar a 659,85 milhões de toneladas, maior que os 588,92 milhões de toneladas do último período. Os números são do terceiro levantamento da safra feitos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
 
A área de corte também teve crescimento e passou de 8.485 mil para 8.811 mil hectares. A estimativa do percentual de recuperação da produtividade média das lavouras chegou a 7,9%, devido à renovação de áreas e às condições climáticas que contribuíram positivamente para os canaviais, principalmente da região Centro-Sul.
 
Isto ocorreu, principalmente, em São Paulo e nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná. Alguns destes estados apresentaram também mais investimentos que na safra passada e expandiram suas áreas. O etanol, sobretudo, e o açúcar melhoraram o desempenho. A produção total do primeiro subiu 16,98%, podendo passar de 23,64 bilhões para 27,66 bilhões de litros.
 
O etanol anidro, destinado à mistura com gasolina, chega a 19,04%, elevando de 9,85 bilhões para 11,73 bilhões de litros, enquanto que o hidratado, utilizado nos veículos "flex-fuel", cresce 15,51% e eleva a marca de 13,79 bilhões de litros para 15,93 bilhões. Já para o açúcar, espera-se um aumento de 1,23%, devendo passar das 38,34 milhões de toneladas para 38,81 milhões. 

 
da redação do Nordeste Rural