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Blog dedicado a divulgar as ações desenvolvidas pela SMAPP do Olho D`água do Borges

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Copa do Mundo deve aumentar consumo de carne suína em 2014

Demanda pode manter preços firmes este ano, informa Cepea


Sirli Freitas
Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS
 
Oferta restrita, com baixa oferta de animais vivos, deve garantir preços maiores neste início de 2014
A expectativa para o setor de suínos em 2014 é positiva. Os grandes eventos que o Brasil sediará este ano, como a Copa do Mundo, e a consequente vinda de turistas devem aumentar o consumo de carne suína, é o que afirma o presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira Júnior.

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– Isso ocorrerá principalmente porque nós vamos receber muitos europeus no Brasil, em função da Copa do Mundo, e já que o principal consumidor de carne suína é o europeu, nós teremos um mercado interno atraente para os próximos seis meses – afirmou.
De acordo com ele, a oferta segue restrita, com uma baixa oferta de animais vivos, o que deve garantir preços maiores neste início de 2014.
Agentes do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) também esperam que 2014 seja positivo para a suinocultura, com cotações firmes. Do lado da oferta, o cenário deve permanecer estável, contribuindo para sustentar as cotações, informou o Cepea.
Relação de troca
Conforme o presidente da APCS, a relação de troca entre o farelo de soja e o suíno resultou na perda de 17,63% para o suinocultor. Já em relação ao milho, os criadores tiveram um ganho de 32,54%. No entanto, o custo de produção tem uma tendência de alta em 2014, em função dos valores dos grãos, principalmente milho e soja.

O especialista fez um alerta para que os criadores fiquem “de olho” na questão do milho. Ele aconselhou os pecuaristas a estocarem o mais rápido possível em função do fluxo de caixa, já que o suinocultor está um pouco capitalizado. Ferreira Júnior acredita que já nos próximos 20 dias, os criadores devam comprar milho para estocagem. 

– Os estoques reduzidos, em termos de ofertas de animais, dão fôlego de estabilidade para o mercado, principalmente neste início de ano – relatou.

Mercado externo
Quanto às exportações, o clima também é de otimismo.  Segundo o Cepea, esse cenário se deve à consolidação do relacionamento entre Brasil e Japão e o aumento dos embarques para outros mercados.

Para o presidente da APCS, a expectativa de exportação é muito boa, principalmente no segundo semestre do ano, quando o setor prevê embarcar de 700 a 750 toneladas.

– Continuaremos a abrir novos mercados, com tendência de aumentarmos o volume de exportação – declarou.

Médio e longo prazos
Todo esse cenário positivo à suinocultura deve, no entanto, ser observado de forma criteriosa a médio e longo prazos. Isso porque, historicamente, períodos de bons resultados são seguidos de fortes investimentos, que, por sua vez, podem deixar a oferta superior à demanda e ocasionar, consequentemente, queda de preços, alertou o Cepea.

Balanço de 2013
Ferreira Júnior fez um balanço do ano de 2013. Segundo ele, o ano passado foi de recuperação dos preços da carne suína. O setor fechou o ano com o preço em torno de R$ 80,00 a arroba, o equivale a R$ 4,27 o quilo vivo. O especialista destacou que a procura foi boa no final do ano.

Brasil vai colher mais cana-de-açuar na safra 2013/2014

O aumento previsto é de 12% em ralação a última safra. Segundo relatórios dos técnicos sobre a safra 2013/2014 de cana-de-açúcar produzida no Brasil deve chegar a 659,85 milhões de toneladas, maior que os 588,92 milhões de toneladas do último período. Os números são do terceiro levantamento da safra feitos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
 
A área de corte também teve crescimento e passou de 8.485 mil para 8.811 mil hectares. A estimativa do percentual de recuperação da produtividade média das lavouras chegou a 7,9%, devido à renovação de áreas e às condições climáticas que contribuíram positivamente para os canaviais, principalmente da região Centro-Sul.
 
Isto ocorreu, principalmente, em São Paulo e nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná. Alguns destes estados apresentaram também mais investimentos que na safra passada e expandiram suas áreas. O etanol, sobretudo, e o açúcar melhoraram o desempenho. A produção total do primeiro subiu 16,98%, podendo passar de 23,64 bilhões para 27,66 bilhões de litros.
 
O etanol anidro, destinado à mistura com gasolina, chega a 19,04%, elevando de 9,85 bilhões para 11,73 bilhões de litros, enquanto que o hidratado, utilizado nos veículos "flex-fuel", cresce 15,51% e eleva a marca de 13,79 bilhões de litros para 15,93 bilhões. Já para o açúcar, espera-se um aumento de 1,23%, devendo passar das 38,34 milhões de toneladas para 38,81 milhões. 

 
da redação do Nordeste Rural

China confirma novo caso de gripe causada pelo vírus H7N9

Vítima, uma mulher, estaria em estado crítico

Por Agência Brasil
globo_rural_template (Foto: Filipe Borin/Ed. Globo)
Uma mulher de 34 anos foi diagnosticada com gripe aviária causada pelo novo tipo do vírus, o H7N9, na província oriental chinesa de Zhejiang, o primeiro caso registrado no Leste do país em 2014.
Segundo informou nesta segunda-feira (6/1) a agência oficial Xinhua, a mulher está em estado crítico. Ela é da cidade de Zhuji.
Neste inverno, foram detectados até o momento três casos no Leste da China e cinco na província de Cantão.
Os primeiros contágios pelo H7N9 em humanos foram registrados na primavera de 2013 no Leste do país, próximo a Xangai e várias províncias vizinhas, onde causou 45 mortes e 142 contágios.

Safra de feijão é insuficiente para atender ao consumo

Mapa prevê importações maiores e acredita que o custo vai recair sobre o bolso dos consumidores

Por Globo Rural On-Line
Feijão (Foto: editor)

Na safra 2012/2013, o Brasil plantou 3,11 milhões de hectares de feijão e colheu, em 2013, 2,8 milhões de toneladas, o que  representa cerca de 500 mil toneladas a menos do que a produção normal (3,3 milhões de toneladas).
Com o consumo nacional estimado em 3,45 milhões de toneladas, para suprir a demanda, o país teve de importar mais de 500 mil toneladas, de janeiro a novembro, de países como China, Argentina, Bolívia e Paraguai.
O consumo per capita de feijão em 2013 está estimado em 16 kg/habitante/ano, ante 17 kg/habitante/ano consumidos em 2011 e 2012. Para 2014,o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) prevê importações maiores e acredita que o custo vai recair sobre o bolso dos consumidores. Outro fator que deve puxar a alta do grão é que produtores de feijão de Minas Gerais e Goiás não fizeram o vazio sanitário, previsto pela primeira vez nos Estados, além de Bahia e Distrito Federal, visando eliminar um vírus transmitido pela mosca-branca que prejudica bastante a lavoura.
A estimativas disponíveis levam a crer que em 2013/2014 a área plantada ficará próxima a 3,15 milhões de hectares, com previsão de colheita de 3,3 milhões de toneladas, se não ocorrer nenhum
imprevisto.
O Brasil já foi maior produtor mundial há menos de 10 anos, mas em 2012 e 2013, o entanto, com quedas de produtividade e produção, perdeu espaço para os países asiáticos, que têm apresentado crescimento ao longo dos últimos anos. Em 2012, por exemplo, foi o terceiro maior produtor mundial de feijão, com 2,8 milhões de toneladas, atrás de Myanmar (3,7 milhões de toneladas) e Índia (3,6 milhões de toneladas). Já em consumo total, o Brasil é o primeiro do ranking mundial.
Em 2013, os principais estados produtores foram Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia. Juntos, estes Estados  responderam por 70,69% da produção nacional.
(Com informações da Agência Safras)

Capim para alimentação de cabras no sistema de produção de leite

O uso de gramíneas como capim Tifton e capim Tanzânia tem mostrado um potencial para atender até 60% da necessidade de nutrientes das cabras leiteiras, reduzindo inclusive o uso de  alimento concentrado e seus custos. O método de criação se baseia na pastagem cultivada, que é uma alternativa desenvolvida em pesquisas da Embrapa Caprinos e Ovinos para superar as dificuldades da criação dos animais em épocas secas.
O pasto cultivado fica disponível para os animais nos períodos secos, época em que a vegetação nativa não costuma fornecer forragem em quantidade e qualidade suficientes. No experimento realizado na Embrapa Caprinos e Ovinos, o manejo  da pastagem é feito de forma rotacionada, com uso de uma área de cada vez. O rebanho permanece no piquete por 4 dias e depois segue para  outro. Assim, se torna possível o descanso do solo por 18 dias, evitando o  esgotamento do mesmo. Parte do manejo geral também é feita na  pastagem, com os animais tendo acesso a água e sombra.
De acordo com a zootecnista Ana Clara Cavalcante, pesquisadora da área de forragicultura, se houver uso estratégico da irrigação e de suplementação alimentar, a pastagem cultivada permite a manutenção de até 70 cabras em lactação em 1 hectare de pasto cultivado. “Em geral, as propriedades no semiárido são pequenas e, assim, o uso de pasto cultivado tende a maximizar o uso da área. Enquanto 3 hectares de pasto nativo são necessários para manter um animal adulto na época seca, 1 hectare de pasto cultivado, manejado de forma rotacionada, pode suportar até 70 animais, a depender do grau de intensificação”, afirma Ana Clara.
Ela ressalta ainda que com uma menor ocupação das áreas pode-se otimizar também o uso da mão de obra para realizar, pela manhã, tarefas rápidas como as ordenhas e verificar o fornecimento de água e sal aos animais. O restante do dia fica livre para outras atividades da fazenda, em geral na agricultura familiar que é diversificada.
da redação do Nordeste Rural

Instituições financeiras estimam crescimento do país em 1,95% em 2014

Inflação deve ser maior que a de 2013 e próxima de 6%

Por Agência Brasil

economia_banco_central (Foto: Divulgação/Banco Central do Brasil)

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam que a economia cresça este ano 1,95%, uma pequena queda em relação à projeção anterior (2%). A estimativa para 2013 é 2,28%, contra 2,30% previstos no boletim Focus, divulgado na semana passada.
A estimativa para a expansão da produção industrial caiu de 2,23% para 2,20%, este ano.
A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB é 35%, em 2014. Ainda de acordo com a pesquisa do BC a instituições financeiras, a previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) segue em US$ 8 bilhões, este ano.
A previsão para o saldo negativo em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustado de US$ 72 bilhões para US$ 71,3 bilhões, em 2014. A estimativa para a cotação do dólar segue em R$ 2,45, este ano.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões.
Inflação
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar este ano em 5,97%. A expectativa é de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) e, de acordo com essa pesquisa, a inflação em 2014 será maior do que no ano passado (5,74%).
As projeções estão distantes do centro da meta de inflação estabelecido pelo governo (4,5%) e abaixo do limite superior (6,5%). É função do BC fazer com que a inflação convirja para o centro da meta.
Um dos instrumentos usados pelo BC para influenciar a atividade econômica e, por consequência, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
No ano passado, o Copom elevou a Selic em 2,75 pontos percentuais. A taxa encerrou 2013 em 10% ao ano. A expectativa das instituições financeiras é que na reunião do comitê, neste mês, a Selic seja elevada em 0,25 ponto percentual e, posteriormente, haja novo ajuste em igual patamar. Assim, a taxa deve terminar 2014 em 10,50% ao ano.
A pesquisa do BC também traz a mediana (desconsidera os extremos das projeções) das expectativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que é 5,40% este ano.
A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) é 6% em 2014 e para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a projeção é 6,01%.
A estimativa para os preços administrados é 4%, este ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Duas cartilhas para ajudar o produtor rural


A Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), acaba de lançar novas edições para facilitar a vida produtiva dos pequenos agricultores. As novas publicações saem sob os títulos “A cultura da Melancia” e “Framboesa: cultura alternativa para pequenas propriedades rurais em regiões subtropicais”. São, respectivamente, os exemplares 54 e 55 da série que apresenta temas variados e informações práticas destinadas aos produtores rurais.
 
No caso da melancia, a cartilha relata que apesar de a melancia ser denominada pela população como uma fruta, ela é uma hortaliça pertencente à família Cucurbitaceae, a mesma do melão (Cucumis melo), pepino (C. pepo), chuchu (Sechium edulis), abóboras (Curcubita moschata L.), entre outras. Sua cultura é originária da África e foi trazida para o Brasil pelos escravos. Atualmente, nosso país é um grande produtor de melancia, destacando os estados de Goiás, Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo.
 
Os autores Gustavo Narciso Ferrari, Eduardo Suguino, Adriana Novais Martins, Rafael Campagnol, Fernanda de Paiva Badiz Furlaneto e Keigo Minami, relatam que as curcubitáceas ocupam lugar de destaque na agricultura nacional, sendo seus produtos de grande aceitação popular. Nesse cenário destaca-se a cultura da melancia (Citrullus lanatus), que carrega consigo grande importância econômica e social em muitas regiões brasileiras, pois o fruto é muito apreciado graças ao seu agradável sabor, além de seu custo e benefícios serem atraentes.
 
Além disso, destacam que esta é uma atividade agrícola importante para o país, pois apresenta características únicas como, por exemplo, a frequente parceria, em algumas regiões produtoras, entre agricultores de pequeno porte e pecuaristas, uma vez que essa união consiste na implantação da cultura em áreas de pastagens degradadas. Em troca da ocupação temporária, o proprietário recebe a área recuperada e em melhores condições, acordo que proporciona vantagens para ambos e por isso se torna rotineiro.
No caso da framboesa, é uma cultura alternativa para pequenas propriedades rurais em regiões subtropicais”, de autoria de Jaqueline Visioni Tezotto-Uliana e Ricardo Alfredo Kluge, discorre sobre a origem da Rubus idaeus susp. vulgatus Arrhen, nativa do centro e norte da Europa e, a Rubus idaeus subsp. stringosus Michx, nativa da Ásia. A framboesa pertence à família Rosaceae, gênero Rubus, a qual inclui plantas herbáceas, perenes e bienais. As cultivares comerciais são originárias das duas subespécies diploides citadas, ambas ecoótipos da Rubus ideaus.
 
A framboeseira apresenta fácil condução, não necessita de grandes investimentos para implantação, o que garante excelente retorno econômico em curto espaço de tempo e ainda proporciona alto valor agregado aos alimentos que contenham framboesa na sua composição. Dessa forma, o cultivo dessa espécie frutífera vem conquistando novos produtores e recebendo cada vez mais destaque no Brasil. As duas cartilhas estão disponíveis gratuitamente para download no site da Biblioteca www.esalq.usp.br/biblioteca. As versões impressas podem ser adquiridas na Biblioteca por R$ 10,00. Por envio postal, o valor será acrescido de R$ 7,50 por conta do frete. Informações pelo telefone (19) 3429.4140 (r.210).
da redação do Nordeste Rural