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Blog dedicado a divulgar as ações desenvolvidas pela SMAPP do Olho D`água do Borges

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Não faltam apenas médicos no Brasil, agrônomos também

 

A falta de engenheiros agrônomos no mercado tem efeitos no trabalho com pequenos agricultores no campo, pois a maioria dos profissionais está nos escritórios de empresas.
O Governo cogita resgatar a Agência de Assistência Técnica e Extensão Rural para auxiliar os produtores.
Ouça o comentário de Bruno Blecher no CBN Agronegócios desta semana.

Carne bovina tem recorde de US$ 3 bi enquanto a suína registra queda no 1º semestre

Cadeia de suínos deve se recuperar com o recuo do embargo aos produto brasileiro nos próximos meses

por Estadão Conteúdo
Ernesto de Souza
Brasil tem compensado queda na variação do preço médio da carne bovina com a conquista de novos mercados e ampliação da quantidade de carne exportada
A exportação de carne bovina no primeiro semestre alcançou recorde de cerca de US$ 3 bilhões, superando em 13,6% o resultado do mesmo período do ano passado (US$ 2,641 bilhões). O resultado faz parte de levantamento da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), divulgado nesta quinta-feira (11/7).

O volume exportado no período foi de 674,7 mil toneladas, o que corresponde a um aumento de 21% em comparação com igual intervalo de 2012, quando foram exportadas 557,3 mil toneladas.

O presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, informou em comunicado que estes números mostram que o setor está no caminho certo para fechar o ano com um faturamento superior a US$ 6 bilhões.

Segundo ele, os frigoríficos brasileiros têm conseguido compensar a queda na variação do preço médio da carne com a conquista de novos mercados e a ampliação da quantidade de carne exportada. Camardelli disse, ainda, que o setor tem trabalhado para ampliar a fatia de negócios em regiões importantes, como Europa, Ásia e Oriente Médio.

Conforme a Abiec, a ampliação das exportações para Hong Kong, líder do ranking de compradores internacionais da carne bovina brasileira, é um exemplo dos esforços que têm sido feitos para elevar as vendas. As exportações para a região cresceram 67,7% no semestre, ante 2012. Também foram significativas as exportações para Irã, com 98,4% de crescimento, e Argélia (+60,7%).

A carne bovina in natura é a principal categoria de produto exportada pelo Brasil, totalizando faturamento de US$ 2,3 bilhões e volume exportado de 523,6 mil toneladas.


Suínos

A exportação de carne suína no primeiro semestre teve queda de 10,52%, para 240.515 toneladas, em comparação com igual período de 2012. O Brasil faturou no período US$ 630,26 milhões, queda de 8,31% ante mesmo intervalo do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), divulgados também hoje.

Nos seis primeiros meses do ano, a Rússia foi o principal destino da carne suína brasileira e respondeu por 28,71% das exportações, seguida por Hong Kong, com 25,30%, e Ucrânia, com 10,55%. Com relação ao faturamento, a sequência é a mesma: Rússia em primeiro lugar, com 31,93% da receita, Hong Kong com 23,73%, e Ucrânia com 11,62%.

No mês passado, o Brasil exportou 40.626 toneladas de carne suína, queda de 7,49% em relação a junho de 2012. A receita foi de US$ 98,49 milhões, retração de 9,14%. O preço médio também caiu 1,79% no período.

O presidente da Abipecs, Rui Vargas, disse em comunicado que os números estão refletindo a suspensão temporária, a partir de 20 de março, pela Ucrânia. A retomada da exportação de carne suína para a Ucrânia, desde 19 de junho, deve aparecer em números a partir da segunda quinzena de julho deste ano, e se vislumbra uma perspectiva positiva de recuperação gradativa no decorrer do segundo semestre.

A Abipecs reforça que a perspectiva é positiva para o segundo semestre. A principal alavanca para a recuperação do desempenho das exportações poderá ser o mercado japonês, no qual o setor deposita boas expectativas a curto, médio e longo prazo.

Outro aspecto a ser ressaltado, segundo Vargas, é o resultado positivo do setor no mercado russo, em virtude da missão veterinária que visita o Brasil neste mês. Conforme Vargas, esse quadro deve ajudar a melhorar os números defasados do mercado interno em termos de preços e volumes

quinta-feira, 11 de julho de 2013



COMUNICADO

Senhores usuários do matadouro público de Olho D’água do Borges, a secretaria municipal de agricultura,da pecuária e da pesca comunica que a partir de segunda-feira dia 22 de Julho de 2013 será proibido a entrada e permanência de usuários dentro das dependências do matadouro sem a vestimenta adequada ( calça, camisa e bota branca). Caso este aviso seja ignorado será solicitado a retirada do mesmo dentro da dependência do matadouro.


Criadores devem informar rebanho vacinado até 15 de julho




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Após o término do período de vacinação contra a Febre Aftosa, no último dia 30 de junho, os criadores do estado precisam informar os dados de vacinação até o próximo dia 15 de julho, nas Unidades Locais do IDIARN ou da Emater-RN em todo o estado.
Essa informação é tão importante quanto a vacinação, pois é requisito para que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) mude a classificação atual do RN, certificando como “Área Livre de Aftosa com Vacinação”. Atualmente o Rio Grande do Norte está classificado como de “Área de Médio Risco”.
Conforme já anunciado pelo ministro Antônio Andrade, em maio último, na ocasião do lançamento da Campanha Estadual de Combate da Aftosa no RN, a reclassificação para “Área Livre da Febre Aftosa com Vacinação” ocorrerá envolvendo o bloco dos seis estados nordestinos restantes, abrindo as fronteiras do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Ceará para a livre comercialização dos seus rebanhos.
O Secretário de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE), José Teixeira de Souza Júnior (Júnior Teixeira) está empenhado para que o RN conquiste essa importante certificação. Para 2013, o RN precisa ampliar a cobertura vacinal de 80% para 90%. Para tanto, é necessário que se faça a atualização do cadastro do rebanho existente nas propriedades, uma vez que a forte seca dizimou centenas de animais. Para isso, é fundamental que após vacinar o rebanho, os criadores procurem, até o dia 15 de julho, as unidades do IDIARN ou da Emater-RN para fazer a Declaração de Vacinação.
Conforme dados do Ministério da Agricultura, em 2012 os rebanhos do Rio Grande do Norte somavam 1.090.579 bovinos e 2.495 bubalinos, totalizando 1.093.074 animais. Esses dados devem ser atualizados, recontando o rebanho existente para que seja feito o cálculo correto para a verificação do crescimento do índice vacinal, conforme as exigências do MAPA.
Até agora os criadores potiguares acumulavam prejuízos com os impedimentos legais impostos às “Zonas de Risco Médio” para a Febre Aftosa. A reclassificação do estado representa a garantia da sanidade do nosso rebanho e o fortalecimento de todo sistema de defesa sanitária. O novo status possibilita um grande impulso econômico para o segmento agropecuário, abrindo as portas dos mercados nacional e internacional para a comercialização dos animais e produtos e para a participação em grandes feiras e exposições por todo o país.
O IDIARN destaca que Declaração de Vacina é obrigatória e necessária também para que o criador possa solicitar ao órgão a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), para transportar seu rebanho pelo estado. A diretora geral do órgão, Leonice Freitas, informa ainda que a multa para quem vacina e não declara chega a R$ 212,00 por animal. Também a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) vai fortalecer a campanha e, a partir do dia 16 de julho, vai exigir a Declaração para a venda de milho subsidiado aos produtores.
O RN está investindo ainda na ampliação das funções do Sistema de Integração Agropecuária (SIAPEC) do IDIARN, que além de ampliar sua capacidade de monitoramento dos animais, implantou, desde fevereiro, alguns serviços on-line, como a emissão de “GTA-Eletrônica” e o controle de revenda das vacinas pelos postos de venda de todo o estado. O Sistema vai permitir que todo o volume de vacinas comercializado seja acessado pelo IDIARN em tempo real, identificando a origem e destino final do produto.
A campanha anual contra a Aftosa é realizada em duas etapas, sendo que a segunda será em outubro e faz parte do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) do MAPA. Uma política permanente que é executada com a participação dos governos estaduais, representados pelas secretarias estaduais de agricultura e instituições vinculadas, que são responsáveis pela execução do PNEFA no âmbito estadual. O Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (IDIARN), vinculado à Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE), é responsável pelo controle e erradicação da febre aftosa no estado, e conta, para tanto, com o apoio da Emater-RN.
O Programa cumpre diretrizes internacionais e o que está definido na Instrução Normativa nº 44, de 2 de outubro de 2007 que estabelece as diretrizes gerais para a Erradicação e a Prevenção da Febre Aftosa. Conforme a IN-44/07, ter a certificação como “Área Livre de Aftosa com Vacinação” significa o reconhecimento pelo MAPA de um o espaço geográfico com as seguintes condições: ausência de ocorrência de focos e de circulação viral pelos prazos estabelecidos; existência de adequado sistema de vigilância sanitária animal; existência de marco legal compatível; e presença de uma adequada estrutura do serviço veterinário oficial.
Para mais informações sobre as ações de combate da Febre Aftosa: SAPE: (84) 3232-1140; IDIARN (Chefia de Gabinete): (84) 3232-1112, e nos escritórios locais da EMATER.
*Com informações da Assecom Sape-RN

Emater-RN distribui torta de algodão para produtores do Programa do Leite


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Com recursos da ordem de R$ 4 milhões, a Emater-RN iniciou nesta segunda-feira, 8 de julho, em Mossoró, a distribuição de quase 70 mil sacos de torta de caroço de algodão aos produtores que fornecem para o Programa do Leite.

A entrega da ração faz parte de um conjunto de estratégias para a convivência com a estiagem, em uma parceria entre o Ministério da Integração Nacional, Secretaria Nacional da Defesa Civil, Governo do Estado (através da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca), Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, executado pela Emater-RN.
Além do município de Mossoró, o alimento para o rebanho será entregue em outros 16 postos de distribuição do estado: Assu, Caicó, Caraúbas, Florânia, Frutuoso Gomes, João Câmara, Angicos, Parelhas, Passa e Fica, Pau dos Ferros, Riachuelo, Santa Cruz, São Paulo do Potengi, Serrinha, Umarizal e Currais Novos. Cada posto de distribuição fica encarregado de entregar a ração aos produtores dos municípios circunvizinhos, numa logística estudada pelos técnicos da Emater-RN.
Como critérios para receber o alimento, a instituição estabeleceu que os beneficiários devem ser fornecedores do Programa Leite Potiguar e seus municípios estar, obrigatoriamente, inseridos no mais recente decreto do Governo do Estado, nº 23.288, de 15 de março de 2013, que determina situação de emergência em decorrência da estiagem. Outra exigência para receber a torta de algodão é apresentar a declaração de vacinação atualizada contra a febre aftosa.

Fonte:  Site Emater-RN

Câmara aprova texto de MP que concede benefícios a atingidos pela seca

Foto: Google Imagens

O plenário da Câmara aprovou o texto da Medida Provisória (MP) 610, que concede uma série de benefícios para municípios atingidos pela seca, especialmente aqueles localizados no Semiárido - que engloba oito estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais. Os deputados votam neste momento os destaques com propostas de alteração do texto do projeto de lei de conversão aprovado pela comissão especial que analisou a MP.
A medida provisória, que ainda precisa ser votada no Senado, também autoriza o pagamento de um adicional de até R$ 560 no benefício a ser recebido pelos agricultores que aderiram ao Fundo Garantia-Safra referente ao período 2011/2012 e que foram atingidos pela estiagem do último ano. A proposta legislativa já havia sido aprovada ontem pela comissão especial mista do Congresso criada para analisar o texto.
O pagamento será feito em até quatro parcelas mensais de R$ 140 subsequentes ao pagamento das parcelas adicionais autorizadas na Medida Provisória 587. Entretanto, o pagamento fica suspenso se coincidir com o pagamento do Fundo Garantia-Safra referente ao período 2012/2013.
A MP também autoriza a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a comprar até 550 mil toneladas de milho em grão para venda direta aos pequenos agricultores de aves, suínos, caprinos, bovinos e ovinos que estejam na região da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Também para os agricultores da área da Sudene, foram concedidas condições especiais para a quitação de dívidas de até R$ 100 mil contratadas pelos produtores rurais até 2006, inclusive eliminando do saldo devedor as multas ou sanções por inadimplemento e concedendo descontos que vão de 40% a 85%, a depender do valor da dívida.
Durante a análise da comissão especial, foram incorporados ao texto benefícios de desoneração tributária que estavam previstos na Medida Provisória 601, que perdeu a validade por decurso de prazo sem ser votada no Senado, e alguns incentivos previstos na Medida Provisória 612.
Com isso, foi incluída na MP a política de desoneração tributária da folha de pagamentos de setores econômicos como o de construção civil, de jornalismo e radiodifusão, de transportes ferroviário, metroviário e rodoviário, de gesso, de caju e de comércio varejista, para fomentar investimentos produtivos e dinamizar o nível de atividade da economia doméstica.

Fonte: Agência Brasil

Conab e IBGE confirmam safra recorde

Soja lidera a produção, com crescimento de 15,073 milhões de toneladas; ja a safra de milho safrinha em Mato Grosso pela primeira vez supera a do Paraná

por Globo Rural On-line, com informações das agências de notícias
Ernesto de Souza
Área plantada de soja atingiu 27,721 milhões de hectares, um incremento de 10,7% em relação à safra anterior
As estimativas para a safra brasileira divulgadas nesta terça-feira (9/7) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para uma produção nacional recorde no ciclo 2012/2013. Enquanto a Conab estima a produção em 185,05 milhões de toneladas, o levantamento do IBGE aponta para 185,7 milhões de toneladas.

Em relação a 2012, a safra terá um crescimento de 11,4%, segundo a Conab, e de 14,7%, de acordo com o IBGE. No ano passado, houve uma quebra na produção de soja causada pela estiagem na Região Sul. Já neste ano, a produção de milho no Nordeste foi prejudicada pela seca, o que levou o IBGE a rever os números previstos em maio para a safra.
A Conab também atualizou os dados de área plantada, passando de 53,204 milhões de hectares no último levantamento para 53,220 milhões de hectares na estimativa atual. A soja lidera o plantio, com 27,72 milhões de hectares, área 10,7% superior à semeada na safra passada. O milho de inverno foi outro destaque dos levantamentos. Segundo a Conab, a área de milho de segunda safra aumentou em 8,95 milhões de hectares. Pela primeira vez na história, a produção superou a safra de verão e deve atingir 44,242 milhões de toneladas. O Estado do Paraná, tradicionalmente o maior produtor, foi superado pelo Mato Grosso, cuja área teve um aumento de 703,7 mil hectares (26,8%).
Os destaques na perda de área foram para o algodão (queda de 35,8% para 985 mil hectares), milho de primeira safra (queda de 8,8% para 6,892 milhões de hectares) e feijão total (queda de 6,2% para 3,061 milhões de hectares).
Confira abaixo o desempenho das principais culturas de acordo com os levantamentos:
Soja
A Conab confirmou recordes históricos para as lavouras de soja em área cultivada, produção e produtividade. O desempenho é atribuído ao clima favorável e também ao elevado nível das cotações internacionais, que possibilitou boa rentabilidade na comercialização antecipada da oleaginosa. A produção cresceu 15,073 milhões de toneladas (22,7%) em comparação às 66,383 milhões de toneladas colhidas na safra passada.
Já a área plantada atingiu 27,721 milhões de hectares, um incremento de 10,7% em relação à safra anterior. A produção nacional de soja é estimada em um patamar histórico de 81,456 milhões de toneladas, volume 22,7% superior ao colhido na safra anterior.
Já de acordo com o IBGE, a produção neste ano deve ter um crescimento de 23,8% em relação a 2012. O recorde na produção ocorre em virtude das melhores condições climáticas e dos bons preços no mercado. A área plantada é 10,8% maior do que no ano anterior e Mato Grosso segue como maior produtor, com 28,8% do total. Entretanto, de acordo com técnicos do instituto, o grão deve ter a qualidade afetada no Estado, por causa do ataque de pragas e doenças no fim do ciclo da safra atual.
Milho
Para a Conab, a estimativa de milho de inverno (safrinha) deve atingir o recorde histórico de 44,242 milhões de toneladas. A produtividade do milho de segunda safra atingiu o recorde de 84 sacas por hectare no Paraná, favorecida pelas condições climáticas, que também incentivaram os produtores a semear uma área recorde de 2,169 milhões de hectares. Segundo a Conab, o aumento de 114 mil hectares (7,1%) na área cultivada de milho safrinha no Paraná foi a segunda maior do País. A expansão do plantio foi mais destacada em Mato Grosso, onde a área aumentou em 703,7 mil hectares (26,8%) para 3,349 milhões de hectares.

A Conab estima a segunda safra de milho de Mato Grosso em 18,604 milhões de toneladas, volume 3,578 milhões de toneladas (23,8%) superior ao colhido na safra passada. A produtividade do milho de segunda safra em Mato Grosso caiu de 94,95 sacas para 93,15 sacas por hectare.

Apesar da queda na estimativa de produção de milho na primeira safra, o IBGE também prevê que a colheita total será recorde em 2013, com um aumento de 9,7% em relação a 2012. A safra de inverno alavancou o crescimento da produção em 14,8% em relação ao ano anterior. A safrinha já corresponde a 55,9% do total de milho produzido no país. O instituto também apontou o Mato Grosso como o principal responsável pelo crescimento. Esta é a primeira vez que o Estado lidera a produção nacional, com 18.414.375 toneladas. O Paraná, tradicionalmente o principal produtor, neste ano sofreu com um aumento das chuvas na região, o que diminuiu a produção. Juntos, Paraná e Mato Grosso concentram 46,6% da produção nacional de milho.
Cana
De acordo com o IBGE, a cana-de-açúcar terá uma safra 10,3% maior em 2013 na comparação com 2012, o que representa 69.143.863 toneladas a mais, indicando a retomada do crescimento após queda nos últimos cinco anos. De acordo com o levantamento do instituto, os incentivos aos veículos flex e a expectativa com o potencial petrolífero do pré-sal contribuíram para a retomada da cultura. O Estado de São Paulo, principal produtor nacional com 55,6% de participação, deve registrar uma alta de 15% em sua produção e de 5,7% na área de colheita. Já na área total espera-se redução de 7,1% na comparação com a safra de 2012.
Café
O IBGE estima uma queda de 7% na produção nacional de café neste ano, quando devem ser produzidas 2.847.931 toneladas, ou 47,5 milhões de sacas de 60 kg de café em grãos. A queda acontece em virtude da falta de chuvas e altas temperaturas no Espírito Santo, segundo maior produtor nacional. No Estado, a produção deste ano do café caiu 16,1% em relação a 2012 e pode continuar em baixa por causa das condições climáticas desfavoráveis. A safra de robusta corresponde a 23,1% do total da produção de café no País e o Espírito Santo responde por 75,1% da produção.
Já a variedade arábica, a principal do país, deve apresentar redução de 4,9%. As quedas foram verificadas, principalmente, em São Paulo (-18%) e Minas Gerais (-5,8%), os dois maiores produtores. Segundo os técnicos, a queda ocorre em virtude das características da planta, que alterna ciclos de alta e baixa produtividade (bienalidade).
Trigo
O trigo registrou alta na produção. A safra abrange uma área 7,7% maior que em relação 2012. A estimativa para a produção em junho é de 5.557.329 toneladas, 0,8% maior em relação à pesquisa de maio. Conforme o IBGE, Paraná e Rio Grande do Sul respondem por 92,8% da área plantada e 92,0% da produção nacional de trigo. No Paraná, 85,0% da área estimada a ser plantada em 2013 encontra-se consolidada, estando as lavouras nas fases de germinação e desenvolvimento vegetativo.
No Rio Grande do Sul, a estimativa do IBGE para a produção do trigo em junho é de 2.427.620 toneladas, indicando um aumento de 30,1% em relação a 2012. O instituto destaca o aumento do rendimento, que deve expandir 24,3%.
Algodão
Os dados da estimativa de safra de algodão da Conab mostram poucas alterações em relação ao levantamento anterior. A área cultivada apresenta recuou de 35,8% para 895 mil hectares. Os técnicos lembram que a retração se deve a queda dos preços da fibra nos mercados interno e externo, aos altos custos de produção, e aos atraentes preços do milho e da soja. A produção brasileira de algodão é estimada em 1,262 milhão de toneladas de pluma, volume 32,8% (615,3 mil toneladas) abaixo das 1,877 milhão de toneladas colhidas na safra 2011/2012.